Teoria de aprendizagem utilizada no site gramatica on-line

O site  gramatica on-line se insere em uma teoria de aprendizagem chamada conectivismo. Entende-se que para o conectivismo a informação, nos dias de hoje, é abundante e de fácil acesso e em boa parte dos processos mentais e de resolver problemas, pode ser alocada em máquinas. Posto isso, a aprendizagem não é mais concebida como memorização de tudo, ou compreensão da mesma, mas como manutenção e construção de conhecimento. No caso, a rede funciona como um meio  pelo qual o aluno será capaz de encontrar e aplicar o seu conhecimento quando for necessário. Conforme Anderson e Dron afirmam (2011, p. 87):


Os artefatos da aprendizagem conectivista são geralmente abertos, acessíveis e persistentes. Assim, a interação em educação a distância move-se para além de consultas individuais com professores (pedagogia cognitivo-behaviorista) e das interações em grupo e limitações dos ambientes virtuais de aprendizagem, associadas à pedagogia construtivista de educação a distância


No ambiente virtual de aprendizagem do site gramatica on-line, o professor não é o único a definir quando o aluno vai estudar ou em que ordem o mesmo vai aprender, ou organizar seu conteúdo de aprendizagem por assim dizer

Modelos cognitivo-behavioristas são mais claramente teorias de ensino e modelos socioconstrutivistas são mais claramente teorias de aprendizagem, mas ambos ainda se traduzem bem em métodos e processos para ensino. Os modelos conectivistas são mais distintamente teorias do conhecimento, o que torna difícil traduzi-los em maneiras de aprender – e ainda mais difícil traduzi-los em maneiras de ensinar. (ANDERSON; DRON, 2011, p. 89-90).

Assim, é interessante frisar que a pedagogia conectivista se estabeleceu em função de ferramentas e ambientes da web 2.0. Muitos autores desconsideram o conectivismo como uma nova teoria de aprendizagem (VERHAGEN, 2006; KERR, 2007; KOP; HILL, 2008; BELL, 2011), contudo, Downes(2011) propõe uma pedagogia que se baseia em rede. O conectivismo é visto assim como uma teoria mais adequada a era digital, visto que algumas vezes a aprendizagem não será em um ambiente presencial(pessoal), utilizando informações fora do seu conhecimento. Esse debate se dá pois no ambiente virtual o conhecimento não pe mais adquirido de maneira linear, e também pelo motivo de o conhecimento não estar sob o controle de alguma pessoa, está também fora, seja em organizações, banco de dados ou pessoas.

ANDERSON, T.; DRON, J. Three generations of distance education pedagogy. The International Review of Research in Open and Distance Learning, [S.l.], v. 12, n. 3, p. 80-97, mar. 2011. Disponível em: http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/890 Acesso em: 19/12/2019

DOWNES, S. ‘Connectivism’ and connective knowledge.The Huffington Post, January 5, 2011.

VERHAGEN, P. Connectivism: a new learning theory?2006. Disponível em: https://pt.scribd.com/doc/88324962/Connectivism-a-New-Learning-Theory . Acesso em 19/12/2019

KERR, B. A challenge to connectivism.Transcript of Keynote Speech.Online Connectivism Conference,University of Manitboa, February 2007.

HILL, A. Connectivism: learning theory of the future or vestige of the past? The International Review of Research in Open and Distance Learning, 9(3), 2008. Disponivel em: https://www.researchgate.net/publication/26544860_Connectivism_Learning_Theory_of_the_Future_or_Vestige_of_the_Past Acesso em 19/12/2019

BELL, F. Connectivism: its place in theory-informed research and innovation in technologyenabled learning. IRRODL International Review of Research in Open and Distance Learning, v. 12, n. 3, p. 98-118, 2011. Disponivel em: http://www.irrodl.org/index.php/irrodl/article/view/902/1664 Acesso em 19/12/2019



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